quinta-feira, 19 de julho de 2012

4 vidas em Gaia

Belerofon passava pelo portão da enorme fortaleza em direção vilarejo de onde ele e Vlad, que por sinal ainda estava dentro do barril, às costas de Belerofon. Para saber o que aconteceu até aqui... Clique ali no botão "4 vidas em Gaia" na barra abaixo do título do blog...


Reconstrução


Enquanto caminhava tranquilamente, boa parte desta tranquilidade devido a enorme quantia de álcool ingerida pouco tempo atrás, Belerofon cantarolava uma antiga canção da região onde fora criado.



- Eeee eu vou para taverna, vou beber, bebericar, namorar e até brigar... Eeee quando amanhecer eu vou pra casa se alguém me ajudar, por que vou beber até cair.


Soltou um sonoro arroto.


- Uops... E um arroto é normal pra quem bebe feito um ser abissal. Improvisiou.


Sorriu por um tempo e então começou a conversar com Vlad.


- Sabe meu amigo. Eu realmente achava que íamos nos aventurar até ficar velhos, não sei porque. Algo simplesmente me dizia. Mantenha esse cara a salvo, Belerofon. Proteja ele a qualquer custo.


Começou a enfrentar o terreno um pouco acidentado do acesso a floresta, depois do descampado que separava a enorme muralha da floresta de Shamrock.


- Proteja este rapaz, Belerofon, me dizia a vozinha no fundo da cabeça. Agora você está aí, ocupando o lugar onde a minha cerveja deveria estar, não tá morto, não tá vivo e eu não sei o que fazer.


Entrou na mata, suspirou e continuou.


- Vamos ver se o curandeiro louco lá do vilarejo consegue te ajudar.


Belerofon começou a sentir fome. Olhou dentro da sua bolsa.


- Hum... Carne seca de novo.


Tirou o barril das costas, repousou o mesmo sob uma pedra, sentou no chão com a bolsa a sua frente e começou a comer.


Enquanto comia, olhava pela floresta, aí percebeu.


- Olha só, foi aqui que dormimos na noite passada.


Tirou mais um pedaço de carne.


- Hum, até que está bom isso aqui.


Olhou para os lados, tentando encontrar algo que indicasse o por que deles terem sido transportados para dentro da fortaleza, não encontrou nada.


Tirou mais um pedaço de carne.


Então ouviu o barulho. Parecia um assovio, que aumentava aos poucos.


Belerofon sentiu que coisa boa, não era. Pegou seu machado de guerra e ficou de prontidão.


Mas nada que o guerreiro fizesse o prepararia para o que estava por acontecer.


Algo cruzou a copa das árvores, atravessou o enorme tronco de uma árvore centenária e atingiu uma pedra de formato estranho, o impacto fora tão poderoso que esfarelou a rocha e levantou uma enorme quantia de poeira enquanto folhas e galhos mais frágeis das árvores caíam.


Em meio a tossidas, Belerofon, com o machado em mãos, viu a poeira baixar, então lembrou.


- Vlad.


Correu até o barril e o encontrou aberto.


O que teria acontecido ao amigo?


Virou para o lado e viu Vlad, de pé, coçando a cabeça.


- Que foi?

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