quinta-feira, 12 de julho de 2012

4 vidas em Gaia...

Balash recobrou consciência de que a horda não lhe daria o tempo necessário para descobrir como pode conjurar uma magia negra tão poderosa, sem nunca ter recebido tal conhecimento. Montou em seu cavalo e passou por Aokigahara em direção ao centro da floresta de Shamrock. Para saber o que aconteceu até aqui... Clique ali no botão "4 vidas em Gaia" na barra abaixo do título do blog...



O Encontro... 2


Enquanto cavalgava pela floresta, em alta velocidade, Balash usava-se apenas dos seus instintos para lhe guiar. E algo lhe dizia que estava no rumo certo.


Foi quando de repente, tudo se apagou, e a escuridão tomou conta.


- Mas que diabos...


Sussurrou Balash.


Tamanha era a escuridão que Balash não podia ver sua mão, bem a sua frente.


Desceu da montaria, com a espada já em punho. Passou a mão em seu cavalo e disse.


- Não estamos sozinhos meu amigo. Então ouviu a risada ecoando pela escuridão.


- Hum, ao menos é mais esperto que o anterior. O que faz na minha floresta, jovem guerreiro?


A voz era estranha, parecia como se vários homens e mulheres falassem ao mesmo tempo, com total sincronia..


Balash levou a espada a bainha e respondeu calmamente.


- Levante as cortinas e conversamos civilizadamente. Ouviu mais uma vez a risada.


Então viu a iluminação mudar para o período de crepúsculo, mas não claro o suficiente para que Balash pudesse identificar a real localização da voz misteriosa.


- Jovem, já fazem alguns dias que chamo esta floresta de minha e você é o segundo humano a me surpreender, o primeiro a surpreender positivamente. Agora responda, o que quer em minha floresta?


- Vim até aqui por recomendação de uma mulher.


- E quem não vem?


- O que quer dizer?


- Nada. Prossiga.


- Ela disse que eu podia salvar um irmão meu, e uma cidade inteira de uma horda, se trouxesse um amuleto até o centro da floresta e ateasse fogo nele...


- Entendo. Pois bem Balash, eu não posso deixar que você faça isso, não posso deixar que elimine a minha criação. Mesmo que em estado de manipulação por parte da maldita Esaelphen.


- Oi?


- Sim Balash, esta horda que atacou a sua cidade e ameaçou a sua família são meus filhos... Ela corrompeu o meu povo e nossas famílias. Este ataque foi orquestrado pela mulher que lhe deu o amuleto e a missão em primeiro lugar. Este ataque não era para ter ocorrido pelos próximos trezentos anos. Tenho certeza de que você entende isso... Fazemos tudo pela nossa prole... Da mesma forma que você faria tudo pela sua.


- Mas eu não tenho filhos. Balash engoliu a seco e continuou. - Nem mesmo esposa.


- Ah sim, entendo... Mais um embuste daquela megera...


Balash ainda não entendeu... Filhos?


- Enfim... Perdão jovem guerreiro, mas o seu destino não será destruir este amuleto, ou parar a minha horda. Adeus.


Então... Escuridão completa, novamente.


Balash acordou de repente, estava em um lugar frio e com pouca iluminação. O cheiro de morte invadiu suas narinas e pareceu lhe apertar o peito. Nas paredes, haviam tochas que queimavam por sabe-se lá quanto tempo.


- Diabos, onde estou?


Olhou pelos lados, não viu nem um sinal de iluminação natural, e pelo pesado cheiro, na certa estava longe de um entrada daquele lugar.


- Por isso o frio. Devo estar abaixo do solo.


Passou a mão na parede, depois no teto, depois no piso do lugar... Caminhou até uma tocha.


- Por isso o cheiro de morte.


Era sangue, sangue ressecado. Sacou uma adaga, e fez um símbolo da casa de Fergus... Estava certo de que não encontraria outro destes ali.


- Perfeito.


Guardou a lâmina, e pôs-se a caminhar. Por diversas horas caminhou, sem encontrar um desvio sequer... Então resolveu fazer uma enorme marca no chão...


- Assim posso ter uma ideia, ao menos de qual é a extensão deste túnel.


Por cinco dias Balash caminhou, três vezes ele passou pela marca no chão, até que ouviu.


- Belerofon.


- Uma voz humana. Pensou Balash.


Começou a correr pelo túnel, até que viu um homem de costas. Pelo pouco que Balash pode ver, era um humano normal.


Esguio e usando uma armadura leve, o homem mais lembrava um meio elfo que um humano.


- Olá. Disse o homem, enquanto tentava pegar a espada na bainha. Balash, pensou.


- Como se você tivesse uma chance. Mas limitou a responder. - Olá, também está perdido?


- Sim. Respondeu o homem, soltando o cabo da espada. - Já estou há algum tempo caminhando por esse corredor, atrás do meu companheiro de viagem. 

- Boa sorte com isso meu rapaz. Respondeu Balash, e continuou. - Já estou a cinco dias aqui dentro. Ao menos imagino isso, já que não temos como ver o sol. 

- Já tentou encontrar o fim desse corredor? 

- Claro, em determinado momento, até fiz esta marca no chão. E apontou para um grande X marcado na pedra. 

- Passei por essa marca três vezes antes de desistir, e sem jamais encontrar uma saída, desvio ou qualquer outra forma de mudar o trajeto. 

- Droga. 

- Mas você falou que procura pelo seu companheiro de viagem. Como ele é? 

- Alto, barbudo, carrega uma enorme marreta de combate e um barril nas costas. 

- Sujeito peculiar. 

- Deveras. O que acha que podemos fazer para sair daqui... O homem parecia esperar um nome, Balash decidiu que se não pudesse confiar naquele homem, provavelmente morreria sem saber o que estava acontecendo.

- Balash, pode me chamar de Balash. O homem lhe estendeu a mão, Balash cumprimentou-lhe.



- Balash, meu nome é Vlad. Vamos encontrar uma saída.

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