quarta-feira, 11 de julho de 2012

4 vidas em Gaia

Aoshi estava de pé... Poucos minutos atrás estava sentado, cego de um olho, com um braço quebrado, queimaduras gravíssimas em uma perna e o joelho da outra, torcido e inchado. Para saber o que aconteceu até aqui... Clique ali no botão "4 vidas em Gaia" na barra abaixo do título do blog...


Aoshi, de cócoras, fitava a espada negra no chão... Feita de um material que parecia misto entre mármore e aço, a espada não tinha empunhadura, era apenas um cabo e uma lâmina pouco maior que um antebraço.


Aoshi segurou a lâmina pelo cabo e teve a visão desta mesma arma, cravada em uma árvore, no que parecia o mesmo rio.


Soltou o cabo e levantou rapidamente.


Olhou para si próprio. Lembrou que não tinha mais seu arco, sua faca... Não tinha mais nada.


- Bem, não estou podendo escolher.


Se abaixou e pegou a espada.


- Hum, preciso fazer uma bainha.


Levou a espada a cintura, procurando a melhor forma de carregá-la, sentiu dificuldade em retirá-la da pele.


Usou um pouco mais de força e a tirou.


Recostou novamente a lâmina na parte externa da coxa, sentiu que fosse atraída, como um magneto.


Soltou a espada e viu ela ficar ali, a lâmina perfeitamente recostada em sua perna, não limitando qualquer movimento e perfeitamente firme.


- Como alguém perde tal arma?


Então pela primeira vez, Aoshi se deu conta.


- Os bandidos.


Seguiu pela costa do rio até a enorme cachoeira, procurou um ponto mais afastado, livre do limo, onde pudesse escalar, foi encontrar a cerca de um quilometro do curso do rio, próximo a uma estrada.


Enquanto contornava a estrada, tomando todo o cuidado para não fazer barulho e alertar a caravana de comerciantes que por ali passava, Aoshi se deu conta de que não comia nada a tempos, e se quisesse evitar que seu próximo encontro com o homem de nariz torto que matou sua mãe e quase o matou, fosse tão complicado como o último, teria de se alimentar melhor. 


E descansar. 


E treinar.


Aoshi sentou sobre as próprias pernas e pôs-se a pensar.


- Como diabos vou derrotar aqueles malditos? Mal sobrevivi ontem. A quem estou tentando enganar, a essa hora o rastro já deve ter esfriado completamente.


Aoshi, apesar do que havia passado na última semana, ainda era uma criança de seis anos, sozinha no mundo. E como qualquer criança em tal situação... Pôs-se a chorar ruidosamente.

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