sexta-feira, 20 de abril de 2012

Variantes não tão comentadas sobre o apocalipse zumbi...

Não sou nenhum expert em zumbis, dia z ou tudo isso... Mas todos os anos de filmes assistidos, games jogados, livros lidos (acredite), revistas em quadrinhos, séries, etc, etc, etc, acabaram me dando certa bagagem sobre o tema.

Usando dessa bagagem vou iniciar uma série de posts contando alguns "E ses?" em um apocalipse zumbi... Não me prenderei a uma história fixa como no caso do "Último Pedro", ou mesmo uma narrativa tradicional (início, meio e fim)... Conforme as ideias virem, vou soltando elas...

A exemplo da de hoje...

O que aconteceria na ala psiquiátrica de uma penitenciária no momento em que o apocalipse zumbi chegasse aos seus portões?


Fazia quinze dias que o primeiro caso de loucura havia surgido, ninguém sabia direito como era transmitido, apenas que quem pegava, ficava louco em não mais de quinze minutos atacando toda e qualquer pessoa que estivesse ao seu redor.

Todo e qualquer resquício de humanidade desaparecia do ser que agora se tornava uma arma de matar. Alguns relatos mencionavam que para piorar a situação, a pessoa ficava tão alucinada que apenas um tiro na cabeça a derrubava.

Esses boatos acima mexiam com os guardas de Oak Falls, penitenciária de segurança máxima no interior dos Estados Unidos. Os oficiais já estavam alerta, havia 24 horas, por estar sem qualquer comunicação com o mundo exterior. Por ser uma instalação no interior do Kansas, e uma tempestade com diversos tornados haver assolado toda a região, imaginaram que não fosse nada demais o problema nas comunicações.

Para piorar a situação, o ônibus trazendo os oficiais de troca de turno estava três horas atrasado. E hoje ainda estava agendada a mudança de bloco do detento mais perigoso do país, Sam Clark, o canibal.

Clark fazia as refeições sozinho, com dois oficiais armados, tomava banho da mesma forma. Tido como um criminoso frio e calculista, Clark falava baixo, era atraente e os guardas que o acompanhavam em sua rotina diária eram trocados a cada 40 dias, para evitar vínculos, coisa que Clark já fizera em outras penitenciárias com o intuito de escapar.

Clark havia simplesmente enlouquecido durante o almoço, cinco dias atrás. Mesmo algemado, conseguiu atacar um oficial e com uma mordida na jugular deste, o matou.

Quatro dias atrás escreveu com seu próprio sangue "Quando entendemos que estamos mortos é que começamos a viver" centenas de vezes nas paredes... Tirou o próprio sangue a mordidas...

Três dias atrás, quando estava na enfermaria, amarrado a uma cama, recebendo sangue, Clark arrancou a mordidas parte do lábio superior e boa parte da língua.

Clark então ficou todo esse período até agora completamente sedado, e mesmo assim amarrado e algemado a cama de hospital.

Acreditando que a transferência seria tranquila, devido a dose absurda de sedativos no corpo do detento, apenas um oficial acompanhou o caminho que separava o Bloco E do Bloco H, além do mais, o diretor mandou os guardas revezarem uns com os outros nos turnos, para diminuir o desgaste físico e psicológico.

- Senhor Diretor.

O Diretor Tanner atravessou o escritório suntuoso, pegou o comunicador e replicou.

- Sim Capitão.
- Precisamos do senhor na torre oeste. Tem algo estranho no horizonte.

Clark enxugou o suor da testa, alongou o pescoço para esquerda, depois para direita... Tirou o pente do fuzil M4, a munição completa, olhou para os três corpos no chão e riu, antes de sair pelo duto de ventilação no teto, usando a cama como apoio...

- O que é Capitão?

O capitão assustado, entregou os binóculos ao diretor e apontou para o horizonte.

Por alguns minutos o diretor ficou em silêncio, apenas olhando pelas lentes do binóculo.

- Capitão.
- Senhor?
- Quero toda munição nessas torres. Quero cada oficial que não esteja acompanhando algum detento nesses muros. Você sabe o que é aquilo no horizonte, quando chegarem aqui, abra fogo sem piedade.

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