quarta-feira, 4 de maio de 2011

Os Games e a Música...

Bom, todo mundo já sabe a essa altura do campeonato que sou um fiel defensor da cultura gamer... Sim, cultura, acha que não é... Com licença amigo, mas se no Brasil chamam Carnaval de cultura... Os games também o são...
Tendo estabelecido isso, venho dizer a vocês que os games não são mais o que eram... É amigo... As coisas mudaram, a primeira imagem que vem a cabeça dos gamers oldschool ou aqueles que hoje acham que são velhos demais pra jogar é os gráficos do Mario Bros com não mais de 4 cores e algumas variações destas, e o Crysis... Com seus 3.000.000 de polígonos numa única imagem simples... Então... Isso também foi uma mudança radical, mas isso é assunto pra outro post, estou falando da trilha sonora...

Feito pessoal... Podem tocar agora...
Desde que a Sony entrou no mercado gamer com o Playstation, vimos a mudança radical em termos sonoros, os saudosistas berram aqui... "- Mas as músicas eram boas antes do PS"... Eram sim, todavia, é uma baita ignorância negar o fato de que elas ficam (MUITO) melhor em MP3... E assim como na transição do cinema mudo para o cinema falado, um horizonte de possibilidades se abriu aos criadores de games...
Essa mudança toda se deu pela troca da mídia, enquanto uma fita de Super Nintendo tinha capacidade de uns 6MB, um CD tinha (na época) a capacidade de uns 500MB... Sem falar no sistema de continuidade do game em mais mídias, com a utilização do Memory Card no clássico, Final Fantasy VII e seus 3 CDs...

Só assim tivemos contato com as obras primas de Nobuo Uematsu e Yasunori Mitsuda... Cito por nome apenas o Sr. Uematsu e o Sr. Mitsuda pois foram criações deles, duas das minhas musicas favoritas dos games... One Winged Angel do Final Fantasy VII (acima, notem um senhorzinho de bigode em um teclado pulando felizmente... Aquele é o Sr. Uematsu) e Scars of Time de Chrono Cross (abaixo) respectivamente...

Graças a essa evolução brutal nos games também pudemos entender o grito... "-My god... It's a monster" de Jill Valantine no primeiro Resident Evil, os diversos barulhos de motores em Gran Turismo e os berros desesperados a cada morte de Alucard em "Symphony of the Night", que, diga-se de passagem, tem uma trilha sonora fantástica também (vide a música tema do coliseu).

Abertura do game Resident Evil... Sim, fede a trash... Mas não importa, sabe por que? POR QUE VOCÊ OUVE ELES FALANDO E A IMAGEM ERA FANTÁSTICA!!!
Então, com esta mudança na mídia, os games não apenas ficaram mais extensos, isso foi um verdadeiro salto no mundo gamer, e hoje, se podemos cantar aos quatro ventos que os games fazem parte da cultura mundial e são uma forma de arte... Muito se deve a este passo da corajosa Sony...

Menção honrosa ao supra-sumo norte americano no que se trata de música de abertura... Halo 3... Também é o game que enfiou na cabeça das produtoras a possibilidade de um game de tiro em primeira pessoa ter um roteiro que chuta bundas até mesmo de filmes clássicos....

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