terça-feira, 26 de abril de 2011

Ficção...

Essa idéia surgiu já há algum tempo, enquanto conversava com um amigo sobre a idéia de fazer alguns curtas, contando a história de um mundo pós-apocalíptico onde o ar que respiramos se tornou tóxico, e alterava a personalidade das pessoas, às deixando mais a mercê das necessidades básicas.
Por uma razão ou outra, a idéia acabou não saindo do papel, uma verdadeira pena, já que contamos com tão poucas produções do tipo... Mas nem por isso, desperdiçamos o que foi elaborado né? Então disponibilizo para leitura o roteiro elaborado na época...
Fulano caminha pelo corredor mal iluminado, passos lentos e cadenciados (sem música) a câmera filma sua mão onde ele carrega um molho de chaves... Fulano pára em frente a porta, a câmera sobe lentamente até o seu ombro e mostra a mão dele procurando a chave certa.
Então encontra a chave e abre a porta, entra, atira a chave sobre uma mesa de jantar, solta um longo suspiro, vira e fecha a porta.
Corta para tomada na natureza
Ele caminha pela mata, o câmera caminha na mesma velocidade enquanto mostra suas costas à uma distância de 2 metros.
Então fulano pára, rapidamente se abaixa e tira uma faca que estava embainhada, o câmera anda 3 metros para direita e pode-se ver um corpo atirado ao chão. o Câmera caminha a frente por cinco metros enquanto a câmera mantém o foco no fulano.
Pela primeira vez podemos ver que ele usa uma máscara de gás.
Fulano, inquieto, olha (e caminha) para os lados por cerca de 30 segundos como se tentasse encontrar indícios de uma possível armadilha. Sem sucesso ele lentamente se aproxima do corpo (o câmera está a cerca de 2 metros de cócoras), quando chega mais perto pressente o perigo a salta para trás (câmera levanta e vai para trás do estranho), a pessoa então levanta e corre para cima de Fulano. O estranho tenta aplicar dois socos em fulano sem sucesso, e acaba se aproximando o suficiente para que a faca o atinja.
Corta para tomada do apartamento
A televisão está ligada mas não se pode ver o que está passando, Fulano vem da cozinha com um pedaço de sanduíche e uma garrafa d'água, senta em frente a televisão e fica vegetando por alguns instantes enquanto navega pelos canais.
Fulano termina de comer, desliga a televisão, larga o prato em frente a câmera e vai em direção ao banheiro, pode-se ouvir o chuveiro ligando.
Corta pra tomada na natureza
Fulano está revistando o cadáver que acabou de matar. Não encontra nada a não ser uma carta que diz: (Neste momento a câmera vai até o ombro de Fulano e filma o conteúdo da carta) "Se você está lendo isso, é pq provavelmente eu tentei te matar e você acabou se saindo melhor. Espero que você não seja mais um dos malditos carniceiros ou um dos loucos, como eu devo ter ficado. Minha máscara de gás quebrou ontem enquanto lutava contra um louco e já estou começando a sentir os efeitos. Do fundo do meu coração, te desejo sorte e uma vida longa."
Fulano hesitou por uns instantes, de cócoras, pôs a mão na cabeça e olhou para cima (câmera aponta para cima).
Então num rápido movimento pôs a carta no bolso e se levantou.
Corta para tomada no apartamento.
A câmera está em um quarto escuro, então Fulano entra, passa na frente da câmera e deita. Então pode-se ouvir. - Isso não é vida.
Corta para tomada na natureza
Fulano está nos altos galhos de uma árvore, pode-se ver várias pessoas caminhando de forma bestial pela floresta mais abaixo, então, com os olhos mais fechados do que abertos a câmera foca no seu rosto e pode-se ouvir uma risada de dentro da máscara. (Então começa a tocar Simpathy for the devil - Rolling stones) e os créditos.
O material está bem cru, e pode-se ler em alguns trechos como cada tomada deveria ser direcionada...
Como já disse em outro post, sou aficcionado por cenários distópicos, então, nada mais óbvio que escrever algo sobre o tema... Baseei-me principalmente no game Fallout e no filme Eu sou a Lenda...
Como podem ver, "fulano" era um personagem reclamão na nossa época, achava que tudo era ruim, já no futuro, ele descobre que as coisas eram maravilhosas no seu tempo... Para todos que mostrei, sempre ouvi a mesma pergunta... Por que fulano, Guilherme? Por que não colocou um nome? Pra quê inserir um nome em um personagem que não precisa se apresentar? Neste primeiro momento não senti qualquer necessidade de rotular o personagem...
Conforme for me dando na telha, vou postando as próximas histórias do Fulano, e talvez outras...

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